Atlético devolve placar e é campeão da Libertadores nos pênaltis
Foi sofrido, chorado, mas o Atlético-MG conseguiu.
Depois de 105 anos de história, o clube conquistou o principal título do
continente está classificado para o Mundial de Clubes do final do ano, que vai
ser realizado no Marrocos.
O clube brasileiro começou o jogo a todo o vapor.
Após perder o jogo de ida por 2 a 0, o que mais eles queriam era um gol cedo.
Entretanto, ele não saiu na primeira etapa, mesmo com todos lutando. Jô, Diego
Tardelli e Ronaldinho foram uns dos que quase fizeram o primeiro tento. Isso
porque do outro lado, o Olímpia tinha uma verdadeira muralha na zaga. Além dos
zagueiros, o goleiro Martín Silva estava disposto a não deixar o gol brasileiro
acontecer.
Na volta do intervalo, o jogo continuou o mesmo, e
logo aos 2 minutos, Jô alegrou a grande torcida que compareceu ao Mineirão. O
público de 58.620 pessoas viu o atacante aproveitar falha da zaga e mandar para
a rede, incendiando a disputa.
A partir disso, a pressão atleticana aumentou, mas o
segundo gol teimava em acontecer. Leonardo Silva cabeceou uma bola na trave e
Martín Silva fez grandes defesas em chutes de Júnior César e Ronaldinho.
Enquanto isso, o time paraguaio esperava um simples
contra-ataque. E ele veio. Aos 38, Ferreyra foi lançado e ficou sozinho com o
goleiro Victor, que saiu desesperado para afastar a bola. Porém foi driblado, e
o jogador do Olímpia teve a chance de sacramentar o título. Mas a sorte ajudou
o Galo, e o atacante escorregou antes de finalizar.
O lance animou ainda mais a torcida, que passou a
entoar o famoso canto que fizeram no torneio “Eu acredito!”. E essa crença
surtiu efeito. Aos 42, Leonardo Silva novamente cabeceou a bola, só que com
endereço certo. Bola no contrapé de Martín Silva, que nada pôde fazer.
O jogo então foi para a prorrogação. Durante os 30
minutos, novamente o Atlético teve as melhores chances. Na principal, o
zagueiro capitão Réver mandou a bola na trave. Só que dessa vez o Galo não
marcou, e a decisão ficou para os pênaltis.
No gol, Victor era a esperança dos brasileiros. O
goleiro foi muito importante nas fases anteriores (nas quartas de final,
agarrou um pênalti contra o Tijuana, do México, aos 49 do segundo tempo do jogo
de volta, e na semifinal contra o Newell’s Old Boys, da Argentina, agarrou a
última cobrança dos adversários na disputa das penalidades).
E ele voltou a aparecer. Logo na primeira cobrança,
defendeu o chute de Miranda. Após isso, Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo
Silva converteram as cobranças para os brasileiros. Ferreyra, Candía e Aranda
fizeram para os paraguaios. Chegou a hora do último pênalti do Olímpia, e
Giménez foi o encarregado. A vaia atleticana nunca foi tão alta, e o jogador
sentiu o peso da decisão e errou a cobrança, chutando o pênalti na trave,
consagrando o título do time brasileiro.




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